As investigações da Polícia Federal sobre o esquema de caçadas ilegais de animais de grande porte no Pantanal, deflagrado em Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul apontaram que turistas pagavam US$ 1,5 mil por expedição de caça, os chamados "safáris".
O chefe do esquema seria o cirurgião dentista e professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Eliseu Augusto Sicoli, uma das oito pessoas presas em flagrante nesta quarta-feira (21) pela Polícia Federal, durante a Operação Jaguar, contra uma organização que caçava onças em fazendas do Pantanal nos três Estados.
O dentista, que mora em Cascavel (PR), foi preso em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá) com cinco caçadores, sendo quatro argentinos e um paraguaio. Ainda na cidade mato-grossense, a PF prendeu um cabo da Polícia Militar. Dos sete mandados de prisão contra os integrantes do bando, a polícia cumpriu quatro até por volta das 17h45. No total, são 10 pessoas presas.
A PF informou ainda que os fazendeiros que permitiam o safári também serão indiciados por crime ambiental. Já os membros da quadrilha, devem ser indiciados também por porte de arma. Se somados, os crimes podem resultar em pena de sete anos de prisão.