São Cristóvão – o padroeiro dos motoristas
Cristiano Matos / João Carlos Mattos
Publicado em : 24/07/10 13:40
 

"Cristóvão" significa "aquele que carrega Cristo". O santo, que provavelmente viveu na Síria no século III, foi martirizado e se tornou o protetor dos motoristas e dos taxistas. Portanto, em 25 de julho, é o dia de São Cristóvão, dos motoristas e dos taxistas.

 
A lenda

 

Por que São Cristóvão é o padroeiro dos motoristas e taxistas?


De acordo com algumas das lendas, Cristóvão era um gigante materialista com manias de grandeza. Imaginava que o rei a quem servia era o maior do mundo, por isso vivia orgulhoso, mas triste e sempre mal humorado.


Ouviu sobre Jesus e o cristianismo através de um ermitão. O gigante acreditou ter descoberto o verdadeiro Rei. Passou a fazer caridade para servir ao novo Senhor; Cristóvão trocou suas manias, e passou a servir seus semelhantes, pegando a nova causa com fé e garra, transformando-a em sua lei.


Havia na região, certo rio de águas profundas. Como sua altura e força eram maiores que a dos demais cidadãos da região, ajuda seus vizinhos a atravessar o rio. Um dia, chegou-lhe um menino que lhe pediu que o ajudasse a atravessar.

Cristóvão pegou o menino nos ombros e seguiu o seu roteiro. Só que, a cada passo dado, o menino lhe pesava cada vez mais; parecia ao gigante estar carregando o peso do mundo inteiro! Ao observar o espanto de São Cristóvão, o menino lhe falou: "Em teus ombros, levaste mais que o mundo inteiro. Tu carregaste o Senhor do Mundo. Eu sou Jesus, aquele a quem tu serves...”


Um motorista de Pontes e Lacerda


Nelson Antônio de Araújo, conhecido como Nelsinho, é motorista e taxista em Pontes e Lacerda desde 09 de julho de 1992. Contou histórias sobre a profissão e comentou o trânsito e os motoristas da cidade.


Morando na cidade há mais de vinte anos, e em 18 desses anos atuando como taxista, Nelsinho conhece bem a história, as ruas, o trânsito, os motoristas, e pode falar das mudanças que ocorreram na região no período. Ressaltou os principais pontos para o exercício da profissão em Pontes e Lacerda.


A segurança é preocupação de um taxista em todas as cidades e não muda muito com o tempo. Nelsinho salientou que a profissão deixa o taxista exposto. Os riscos são diários e é na confiança e na amizade construída na comunidade que a sensação de segurança é possível.


Em 1999, foi assaltado em uma estrada na zona rural. “Levaram meu carro e me amarraram numa árvore a mais ou menos duzentos metros da estrada.” O fato não o deixou com medo, mas o alertou para a necessidade de precaução.


Sobre o investimento no setor, Nelsinho avaliou que “O policiamento mudou muito e a segurança melhorou. Com mais ações da polícia, os perigos diminuíram.” Mais segurança para o trabalho e mais tranqüilidade para a vida.


As ações políticas para o aumento da segurança, na concepção de Nelsinho não podem melhorar a segurança no trânsito se não forem acompanhadas de conscientização de toda a população. Ele salienta que “O motorista deveria ter mais atenção no trânsito. Respeitar as leis e a sinalização é importante para a segurança de todos.”


Contou que já viu motoristas embriagados no volante. Para ele, falta fiscalização da polícia em alguns pontos da cidade. O que acredita que pode estar ligado a falta de instrumentos para a fiscalização – destacou a importância do bafômetro para o efetivo da polícia militar.


A estruturação do trânsito também foi comentada por Nelsinho, motorista que vive a realidade das ruas de Pontes e Lacerda todos os dias. O Sindicato dos Taxistas, que tem atualmente Silvio Leal como seu presidente, já foi presidido pelo Nelsinho por quatro anos. Ele destaca as mudanças ocorridas há alguns anos, com a instalação de semáforos e ordenação do sentido das ruas, colaborou muito, mas que ainda falta muito a ser feito. O taxista conta que “Em alguns bairros da cidade faltam placas de sinalização”.

 


Próximos da Expoeste, ele falou da intensificação dos serviços na primeira semana de agosto de cada ano. Nelsinho faz parte da história da festa.


“Eu fui taxista em todas as edições da Expoeste e junto com a festa, completo esse ano, 18 anos de profissão.”


Quando se mudou para a cidade, acontecia o Rodeio Crioulo. Alguns anos depois, era a Festa do Peão que animava os meses de agosto. Com a construção do parque no começo da década de 1990, a Expoeste foi iniciada e desponta como a principal festa do município e uma das principais do estado anualmente.

Ele acredita que a Expoeste ainda não alcançou todo o seu potencial e que a festa tem muito para evoluir. Com seu olhar de motorista destacou a questão do percurso e da chegada no parque. Para ele, deveria haver saídas alternativas para desafogar o fluxo de veículos no trevo e conferir comodidade, rapidez e segurança para os motoristas e passageiros ao chegar e ao deixar a festa.


Parte da história da Expoeste, parte da história da cidade, Nelsinho integra uma categoria profissional conhecida por estar sempre atualizada sobre os acontecimentos do dia a dia. Política, futebol, casos policiais, religião. A diversidade de passageiros permite a diversidade de assuntos que circulam nos táxis. Assim, não é difícil para um taxista tomar conhecimento dos principais eventos do cotidiano. Não é a toa que a rede Globo já se inspirou no fato para compor programas que falam da importância da categoria para pesquisas de opinião pública.

 

“O taxista vai a vários pontos da cidade durante o dia, por isso consegue saber com muita rapidez as novidades que ocorrem”, finalizou Nelsinho.


Comemoração e repúdio – O dia sem imposto 

Em homenagem ao Dia do Motorista, neste domingo (25) o Sindipetróleo, entidade que representa os revendedores de combustíveis, anuncia a data de realização do Dia Sem Imposto.

O Dia Sem Imposto tem o objetivo de conscientizar a população sobre a grande carga de impostos que incide, direta e indiretamente, sobre a renda do contribuinte. “Existe uma falsa de ideia que o proprietário de posto é o grande responsável pelo alto preço dos combustíveis”, avalia o presidente do Sindipetróleo, Aldo Locatelli. “Queremos desmistificar isso e levar a população a refletir sobre o assunto”, explica o primeiro-secretário do sindicato, Bruno Borges.

Simbolicamente, 25 de maio é a data que representa o dia em que, verdadeiramente, os cidadãos passam a trabalhar em benefício próprio, pois todo o resultado do trabalho anterior a esta data simboliza a quantia a ser paga em impostos, ou seja, o contribuinte passa 145 dias trabalhando para pagar encargos tributários. “São 145 dias que significam, em média, 40% de todo o seu ganho anual. Esse é um bom motivo para que todos os motoristas participem desse protesto”, destaca Borges.  


A data oficial de liberdade de impostos é o dia 25 de maio, mas o Sindipetróleo escolheu o mês de outubro para unir a campanha com a realização da 28ª Festa do Revendedor, que irá ocorrer no dia 23 do mesmo mês. “Faremos no dia 22 e no mês de maio realizaremos uma nova edição da campanha”, garante o primeiro-secretário.


O evento está agendado para 22 de outubro e será realizado no Posto Seminário, localizado na Avenida Prainha, em Cuiabá, próximo à Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho.

 

 

 

 

 




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