O Parque está localizado nas terras altas da Amazônia Ocidental, no chamado Vale do Guaporé, entre os estados de Mato Grosso e Rondônia. Ricardo Franco faz diviso com o Parque Estadual da Serra de Santa Bárbara e com o Parque Noel Kempf, na Bolívia. A região do Guaporé possui um dos mais ricos ecossistemas do estado com áreas de transição entre a Amazônia, Cerrado e o Pantanal, concentrando alto grau de diversidade biológica e endemismo. Animais ameaçados de extinção como a onça-pintada, tamanduá-de-colete, preguiça-real e o boto - cor-de-rosa vivem no vale.
- Até hoje a população mantém suas tradições e costumes. As festas populares quase sempre estão unidas às religiosas. A dança do Congo e a do Chorado é exibida durante a festa de São Benedito, em julho, e têm origem nas manifestações dos escravos africanos, trazidos forçosamente ao Brasil pelos portugueses.
Igreja Matriz da Santíssima Trindade - ruínas e Palácio dos Capitães Generais.
Trata-se das ruínas da antiga capital da província do Mato Grosso, situada no extremo oeste do Estado, às margens do rio Guaporé. Região descoberta em 1730, logo o governo português percebeu a importância de conservar as jazidas de ouro e a possibilidade de introduzir manufaturas anglo-portuguesas no Peru construindo na fronteira, ao longo do rio, uma rede administrativa e militar destinada a rechaçar eventuais ataques dos espanhóis. Esta rede, ao longo do Guaporé, se comunicaria com o Pará através de Guajará Mirim e o rio Amazonas. Fundada em 17 de março de 1752, para a fixação de um núcleo urbano na fronteira ocidental, permaneceu como capital até 1820, quando esta foi transferida para Cuiabá. Em 1752 o governador Rolim de Moura e comitiva chegou ao povoado e, em 1771, foi iniciada a construção da Matriz da Santíssima Trindade. Tem-se notícias que, em 1775, houve uma primeira reconstrução em face de desmoronamento anterior, seguida de outra em 1793. No início do século XX, quando o General Rondon passou pela região, a Matriz ainda estava de pé assim como o Palácio dos Generais localizados, ambos, em uma grande praça no centro de Vila Bela. Pouco a pouco, ambos os edifícios foram se deteriorando e a Matriz ganhou o aspecto de ruínas, com seus espessos muros de taipa de pilão sendo, pouco a pouco, destruídos pelas intempéries. O Palácio teve melhor sorte, pois foi recuperado na década passada e, hoje nele funciona a Prefeitura Municipal.